Blog criado por Jonas Davis do Nascimento, Rodrigo Santana de Oliveira e Tony Leandro de Souza. Alunos do 4ª ano Noturno do Curso de Graduação em História da Universidade Estadual de Londrina. Disciplina Tópicos de Ensino de História Contemporânea. Docente Professor Dr. José Miguel Arias Neto.
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domingo, 15 de junho de 2014

Guerra Fria e Guerra da Coréia

A Guerra da Coreia é fruto da disputa velada entre os Estados Unidos e a ex-URSS, antigos aliados durante a Segunda Guerra Mundial. Ao final desta, em 1945, estes países dividiram a Coreia em duas zonas de influência, com o sul ocupado pelos norte-americanos e o norte dominado pela União Soviética. Em 1947, na tentativa de unificar a Coreia, a Organização das Nações Unidas – ONU - cria um grupo não autorizado pela URSS, para pretensamente ordenar a nação através da realização de eleições em todo o país. Esta iniciativa não tem êxito e, no dia 09 de setembro de 1948, a zona soviética anuncia sua independência como República Democrática Popular da Coreia, mais conhecida  como Coreia do Norte. A partir de então, a região é dividida em dois países diferentes - o norte socialista, e o sul, reconhecido e patrocinado pelos EUA.

Para saber mais assista os vídeos abaixo:


Vídeo 1 - Guerra Fria - Coreia - 1949/1953

"Guerra Fria" é uma série televisão de 24 episódios sobre a Guerra Fria, que foi ao ar em 1998. O filme inclui entrevistas e filmagens dos eventos que moldaram as relações tensas entre a União Soviética e os Estados Unidos. Cada episódio se apresentam imagens históricas e entrevistas de ambos os algarismos significativos e outros que testemunharam eventos particulares. Essa série é sem precedentes por sua abrangência, sua vasta gama de entrevistas com muitos participantes diretos que, infelizmente, não está mais entre nós, e sua enorme coleção de imagens de arquivo a partir de ambos os lados da Cortina de Ferro. É uma história que deve ser contada e compartilhada por todo o mundo, por mais de quarenta anos a própria vida no planeta literalmente pendurado no balanço entre duas superpotências colossais. 

EPISÓDIO 5: Em junho de 1950, a Coreia do Norte invade o Sul, com a bênção de Stalin. Os Estados Unidos, apoiado pelas Nações Unidas, defende a Coreia do Sul, e, em seguida, é confrontado com a China comunista. Em meados de 1951, a guerra mói a um impasse sangrento, mas, eventualmente, um armistício é assinado.

Vídeo 2 - National Geographic - Zonas de Guerra - Coreia do Norte

A ideia do programa Zonas de Guerra é simples: mostrar histórias que nunca foram contadas em países onde a morte, a destruição e a desordem parecem reinar. Ainda assim, diariamente milhões de pessoas que moram nestes locais continuam tocando a vida, sorrindo e lutando para melhorar seu país, sua cidade e seu futuro.

Episódio Coreia do Norte
Além de ser obrigado a se desfazer de seu celular, GPS e até do jornal, Diego Buñel ainda precisa fingir que é ator para poder entrar na Coreia do Norte. Cada passo seu é monitorado por dois observadores, que o seguem aonde quer que ele vá.

Começando pela capital Pyongyang, Diego hospeda-se em um hotel construído numa ilha. Lá, os visitantes são impedidos de fazer contato com os locais e todos os quartos têm escuta telefônica.

Quando vai a uma missa na cidade, Diego descobre que não há padres ordenados na Coreia do Norte: a missa é celebrada por membros do partido. Diego também visita um parque de diversões onde as crianças têm a oportunidade de "acabar com o imperialismo americano" através de um jogo.

Ao aventurar-se até o maior estádio do mundo, Diego assiste a um espetáculo onde 100 mil dançarinos celebram os 60 anos de ditadura. Enquanto a cerimônia passa uma imagem de felicidade e união, o quadro não é tão pitoresco no interior do país.

Os efeitos da pobreza, da fome e da opressão deixaram marcas profundas nos rostos das pessoas e na paisagem. Mesmo em Pyogyang, os sinais da repressão se fazem presentes.

A contar pelo número de danças que se pode encenar (de 5 a 7, de acordo com um membro do partido), até as imagens de Kim Jung II, que estão por toda parte. 

Alguns questionamentos:

1) Qual a influência da Guerra Fria na guerra das Coréias?
2) Como a China justificaria sua entrada na Guerra da Coreia?


Referências:
Vídeo 1 - https://www.youtube.com/watch?v=kOxdC1Vb2mE
Vídeo 2 - https://www.youtube.com/watch?v=8TBiA0j8mdo
http://www.natgeo.com.br/br/especiais/zonas-de-guerra/
http://www.infoescola.com/historia/guerra-da-coreia/

A Corrida Armamentista


Amplamente usado no período da Guerra Fria, o conceito “corrida armamentista” designava o confronto político ideológico envolvendo as duas superpotências à época, Estados Unidos e União Soviética, uma marca desse período foi a ausência de lutas aberta que fizesse uso de armas e violência, no entanto, as armas não foram ignoradas ou colocadas em segundo plano, a Guerra Fria foi um período de grande pesquisa e desenvolvimento de armas. Essa concorrência tecnológica proporcionava constantes atualizações e quase ao mesmo tempo em que um dos países lançava uma nova arma, seu adversário respondia à altura com outro invento. Essa intensidade de produção e tentativa de superação de seu concorrente assumiu proporções absurdas, constituindo uma quantidade de material bélico superior ao que a terra poderia suportar.

O ponta pé inicial dessa competição foi dado pelos Estados Unidos ao lançar sobre o solo japonês as duas bombas atômicas em 1945. No ano de 1949 foi à vez da União Soviética mostrar ao mundo seu poder anunciando o domínio da tecnologia nuclear construindo sua bomba, nesse momento os investimentos se intensificaram. Essa noticia alarmou o mundo constatado pelo terrível armamento, ainda no final do ano de 1952 os Estados Unidos descobriram a maneira de fazer a bomba H, bomba de hidrogênio, quatro mil vezes superior à potência da bomba atômica, porém, um ano depois a União Soviética possuía a mesma bomba. Com todo esse potencial de destruição em mãos opostas, desencadeou o pesadelo chamado “hecatombe nuclear” que assombrou a vida de todos os habitantes do planeta, em que a ação de qualquer dos lados poria fim à vida humana na Terra.

Surgiria assim um jogo político-diplomático macabro conhecido como "o equilíbrio do terror", que se transformou num dos elementos principais do jogo de poder entre EUA e URSS. Esta competição insana só teria fim algumas décadas depois com a assinatura dos Tratados de Redução de Armas Estratégicas (Start) I e II, em 1972 e 1993 que previam a extinção gradual dos arsenais dos EUA e de países da ex – URSS que detinham essas armas em seu território e mais adiante em 1996 o (CTBT) o Tratado para Interdição Completa dos Ensaios Nucleares, esse último ainda precisa para entrar em vigor, da ratificação dos 44 países conhecidos de capacidade de produzir armas atômicas.

Alguns questionamentos possíveis:

1) Quais eram as formas de envios de armas estratégicas no período da    Guerra Fria e o que era a chamada, capacidade de segundo ataque? Explique.

2) O que era uma “hecatombe nuclear”?


Referências:
http://www.infoescola.com/historia/corrida-armamentista/
BOULOS, Junior Alfredo. História: sociedade & Cidadania, 9º ano. São Paulo: FTD, 2009.


Guerra Fria



A definição de Guerra Fria contrasta com a própria ideia de guerra que é composta de elementos cálidos e abrasadores, no entanto, o conceito indica uma guerra não declarada que faz uso de novas armas como a propaganda a espionagem e a intervenção militar, para defender seus próprios interesses e também ajudar seus aliados a expandir sua área de influência.

Considerado marco inicial da guerra fria, o discurso do líder inglês Winston Churchill que também cunhou o termo “cortina de ferro” que seria entendido a partir de então, como divisor e opositor de duas ideologias na Europa. A partir de então o mundo dividia se assim em dois blocos rivais e inconciliáveis (o capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o comunista, comandado pela União Soviética) a chamada bipolaridade.

Como parte dos esforços de afirmação de sua ideologia o presidente dos EUA, Harry Truman lança o plano Marshal, esse consistia em ajuda financeira a juros baixos no sentido de financiar seus aliados a se reestruturarem economicamente após a grande devastação causada pela guerra. A resposta da URSS veio em 1949, com a criação da Comecon como contestação no sentido de impedir seus aliados de se interessarem pela ajuda de seu oponente político. A Alemanha, no entanto, aderiu à proposta de ajuda financeira americana, provocando maior insatisfação pela URSS que bloqueou suas rotas terrestres que davam acesso a Berlim, porém os EUA continuou abastecendo sua parte de Berlim por vias aéreas, provocando assim a divisão da Alemanha em Alemanha oriental sob influência soviética e Alemanha ocidental de cunho capitalista e influenciado pelos EUA.


Referências:
BOULOS, Junior Alfredo. História: sociedade & Cidadania, 9º ano. São Paulo: FTD, 2009.
http://www.sohistoria.com.br/ef2/guerrafria/
https://www.youtube.com/watch?v=IIffbV6ZDgg