Blog criado por Jonas Davis do Nascimento, Rodrigo Santana de Oliveira e Tony Leandro de Souza. Alunos do 4ª ano Noturno do Curso de Graduação em História da Universidade Estadual de Londrina. Disciplina Tópicos de Ensino de História Contemporânea. Docente Professor Dr. José Miguel Arias Neto.

domingo, 15 de junho de 2014

Origem do futebol - Harpastum

Harpastum (Roma – Séc. III a.C.)



No processo de conquista da Grécia por parte do Império Romano, muitas foram as influências helénicas transpostas ou adaptadas para o dia-a-dia romano. Entre elas encontram-se os jogos recreativos em que uma bola assumia um papel central. Do jogo grego Epskyros, desenvolveu-se um outro a que os romanos denominaram Harpastum, o jogo da bola pequena.

O Harpastum contam mais similitudes com o rugby moderno do que com o futebol que hoje em dia se desenvolve por campos de todo o globo; todavia, a existência de regras rígidas e posições fixas para certos jogadores demonstram haver uma certa ligação entre estes dois desportos tão disperso cultural e temporalmente. Mais do que um jogo recreativo, o Harpastum era um exercício militar que não só permitia manter a forma dos legionários, como estimular a capacidade de decisão e organização de exércitos num campo de batalhar por parte dos oficiais da Legião Romana.

O jogo decorria num recinto rectangular dividido em duas metades por uma linha central, sendo o objectivo de uma equipa fazer a bola ultrapassar a linha final, locus stantium, adversária de forma a pontuar; o uso dos pés era escasso, sendo a bola passada pelos intervenientes com as mãos.

Cada equipa era composta por 5 a 12 elementos, dos quais os mais lentos estavam encarregues de proteger a locus statium da sua equipa e os mais ágeis de transpor a adversário; a transposição da defesa para o ataque era feita por jogadores que actuavam sobre a linha central designados por medicurrens. O tackle era apenas permitido sobre o jogador que detinha a bola, pelo que rapidamente foram sendo desenvolvidas estratégias de passe entre os jogadores; igualmente importantes eram as capacidades de iludir o adversário através de movimentos corporais de forma a ganhar vantagem sobre estes.

A expansão do jogo, que se manteve num hiato temporal de cerca de 700-800 anos, foi profícua dada a vastidão do Império; no entanto, não é certo que tenha exercido qualquer influência sobre as formas do jogo que viriam a ser desenvolvidas na Grã-Bretanha séculos mais tarde.

Referência:
http://lugarcativo.blogspot.com.br/2005/05/harpastum.html

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